Após prisão do organizador de falso comitê do senador João Vicente Claudino, depoimentos do acusado revelam a intenção de abertura de outros comitês falsos em Teresina. Humberto Luiz Gonçalves do Vale foi preso no 6º DP na noite desta terça-feira (27/7). Ele é apontado como o responsável por comandar um falso comitê do candidato a governador João Vicente, que funcionava no Bairro Monte Castelo, zona Sul de Teresina.
A coligação do candidato do PTB denunciou formalmente a ação à Polícia Federal e a Justiça Eleitoral para que fossem tomadas as devidas providências.
O advogado da coligação “Por um Piauí Novo”, Charles Max, acredita que a criação do falso comitê pode ter sido uma trama para prejudicar a campanha de João Vicente. “Nós fizemos todas as representações devidas, inclusive na zona eleitoral que tem poder de polícia para que o caso fosse investigado e solucionado o mais rápido possível. Está claro que a ação tem intuito de prejudicar a campanha de João Vicente”, declara Charles Max. “Quem poderia querer isto?”, indaga o advogado.
Segundo apurações da PF, os acusados estavam oferecendo dinheiro e cadastrando pessoas para trabalhar na campanha. Ouvida na Policia Federal, a eleitora Maria da Assunção da Silva Mesquita, revelou que, além de Humberto Luiz, outras indivíduos o ajudavam a contratar pessoas para trabalhar na suposta campanha. Ela também disse que o grupo estava organizando a abertura de outros comitês usando nome da candidatura de João Vicente em bairros como Ilhotas, na Rua Goiás, Rua 13 de Maio, residencial Mário Covas e Piçarra. “O Humberto Luiz queria que eu ficasse à disposição dele, dirigindo para ele”, revelou em depoimento.
O Delegado Francisco Rodrigues da Silva ouviu na manhã desta quarta-feira (28/7) o acusado Humberto Luiz.
O advogado da coligação “Por um Piauí Novo” diz que continuará acompanhando as investigações tanto na Polícia Federal, quanto na Policia Civil. Charlles Max considera que novos depoimentos poderão revelar se ouve tentativa de prejudicar a campanha de João Vicente e quem estava por trás da ação. fonte: site Portal AZ
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