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Roberto Jefferson comenta inchaço na máquina pública e mensalão no DF Imprimir Enviar página por email

Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.blogdojefferson.com) neste domingo (07/2):

Progressão petista
Cem mil novos funcionários públicos! É o que destaca o Estadão, que fez a soma entre as vagas criadas desde dezembro de 2002 e as autorizadas pelo Orçamento deste ano. Voltamos a viver como há 20 anos: as contratações de Lula reverteram a política de corte de funcionários públicos iniciada em 1990. Os salários também aumentaram mais do que os da iniciativa privada. Em tese, deveríamos estar recebendo mais e melhor, a prática, porém, é outra. O funcionalismo público sofreu mais do que uma progressão geométrica, sofreu uma progressão petista.

Teoria e prática

De acordo com a tese do PT o Estado deveria estar melhor, justificativa para tamanho aumento da máquina pública. Mas, de acordo com a pesquisa do Ibope a avaliação dos serviços prestados continua negativa: 59% desaprovam a segurança pública, 57% desaprovam o atendimento da saúde e 55% avalizam que pagam impostos demais em relação aos serviços prestados. O discurso defendendo a progressão petista não convence ninguém.

Digno de livro

O mensalão do governador Arruda está fazendo curvas interessantes, para dizer o mínimo. Depois do estourou da Operação Caixa de Pandora e o vazamento da cinemateca de Durval Barbosa a tendência era as notícias esfriarem com o caso seguindo seus trâmites na Justiça. Mas a mal explicada tentativa de suborno ao jornalista amigo de Barbosa agitou a Caixa e agora surgem notícias de montagem de dossiês e espionagem. Dois policiais civis de Goiás foram presos por agentes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil quando estavam diante da Câmara Legislativa carregando equipamentos de escuta ambiental. E na semana passada a ex-presidente da seccional da OAB no Distrito Federal, Estefânia Viveiros, procurou a Polícia Federal e entregou duas fotos, que de acordo com ela são montagens, na qual aparece falando com Barbosa. São fatos dignos de um livro de espionagem, mas infelizmente a vida está imitando a arte. E a cada novo capítulo a situação de Arruda fica um pouco pior.

Dois a um

Depois da guerra de liminares nos tribunais, vencida pelo grupo de Michel Temer, a convenção nacional do PMDB confirmou a reeleição do deputado para presidência da sigla. De um total de 597 votos, Temer foi eleito com 591 (os outros seis foram brancos e nulos). O grupo de Temer venceu, neste fim de semana, duas batalhas. Mas, como disse aqui no blog ontem, as guerras, política e jurídica, estão longe do fim. E, o próprio Temer, eleito, não menosprezou ou esqueceu as outras correntes do partido. Até abril tem muita estrada e muita trincheira.

Eternos aloprados

Mas, de qualquer forma, é óbvio que o deputado e presidente reeleito do PMDB está um passo mais próximo de ser vice de Dilma. Isso se Lula e PT não se fizerem, mais uma vez, de aloprados, sugerindo listas tríplices ou besteiras que tais. Do jeito que o PT costuma tratar seus aliados, não duvido de nada.

Na contramão

Depois de absolver a dupla Lula e Dilma de mais uma representação por campanha eleitoral antecipada o Tribunal Superior Eleitoral continua inventando moda em torno das doações financeiras a partidos políticos e da legislação eleitoral aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula. Conta “O Globo” que a intenção do TSE é dificultar ainda mais as doações às agremiações políticas, proibindo que entidades proibidas de doar especificamente durante a campanha o façam fora do período eleitoral. É difícil de acreditar que a Justiça Eleitoral corra pela contramão tão impunemente. Agora está de olho nos partidos, quando deveria estar de olho nos candidatos. E ano que vem o Brasil que se prepare para mais um terceiro turno agitado. Lei e democracia não têm se mostrado o forte da Justiça Eleitoral.

Ditos populares

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publica hoje mais um artigo no “Estadão”. Dedica-se a comparar o seu governo com o de Lula numa tentativa de derrubar as bravatas petistas mais recentes. Os dados que apresenta estão corretos, mas na prática FH alimenta a eleição plebiscitária tão desejada por Lula. A sabedoria popular costuma dizer que a propaganda é a alma do negócio e que o povo tem memória curta. Somados os dois ensinamentos, a propaganda de Lula, que brinca com a legalidade das eleições, é mais lembrada pelos eleitores. Entrar no jogo não significa vencê-lo.

O substituto

Conta o Painel (“Folha”) que voltou a correr a praça a especulação de que José Serra pode abdicar de concorrer à Presidência da República. De outro lado, também começam a aparecer petistas que não descartam a hipótese de Aécio Neves aceitar o posto de vice de Serra. Fato é que FHC está na campanha porque os tucanos ainda não têm candidato, ao contrário de Lula. O ex-presidente terminou seu texto dizendo que “eleições não se ganham com o retrovisor”, mas o pára-brisa tucano ainda está embaçado e dando azo a boatos e temores.

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